
136cm2 de Mundo a flutuar na linha perpendicular à íris dos dois olhos.
136cm2 de Vida encaixotada no meu quarto.
136cm2 de sons, de História e estórias, de recantos que não vi...
Tenho na ponta do dedo indicador um sensor de coordenadas, que percorre de forma irredutível linhas imaginárias, infinitamente longínquos quilómetros de chão em infinitamente curtos segundos. E nessa “regra de três simples” sem solução, nasce a 2a incógnita, a pequenez do corpo que somos que carrega a amplitude gigante da mente que temos. Proporções directas e indirectamente não-rectas. Será que tens espaço na imaginação para conter Tudo? Nem Um-Mil-Avos sabemos escrever no arquivo do Hipocampo. Mas a capacidade existe em potência pela busca da Unidade.
Vamos simplificar:
Baghdad, Borujed e Bakthtaran
Mosul, Masjed-e-Sloeyman e Meymaneh
Al Khurtum, Al Madish e Al Qahirah
Jaipur, Bijapur e Jodhpur
Berhampur, Sholapur e Proddatur
Gyangzê e Xigazê
Guangzhou, Xuzhou e Zhengzhou
Convergentes no écran, na sonoridade, na métrica ocular
Divergentes no terreno, no conteúdo, na métrica plantar
São prefixos e sufixos ali deixados, sílabas que rimam e outras que esgrimam num conflito intercalar.
Tenho o corpo enraizado no leito, sentada em posição de lótus, a contemplar a miniatura do mundo planificado que segura a parede. Os pontos de dimensões progressivamente mais difíceis de distinguir ampliam-se quando sintonizo noutra frequência, atiram-se sem medo contra os meus olhos e entram, entram a alta velocidade na mácula em via rápida para o córtex visual. Airbag e ABS. Não há feridos entre os pensamentos, há feridas nos sentimentos das imagens que transportam. Nascem em cada lugar, esses que nunca vi, esses que choram as assimetrias mas sem armas psicológicas para as equilibrar. Vou e volto... bungee jumping, slide e rapel. Senta-te aqui a meu lado, deixa o teu centro, vem ver o mundo lá fora, de fora para dentro.