sábado, 19 de setembro de 2009

apenas isto.....



banalidade: trivialidade, vulgaridade, futilidade, frivolidade

[bɐnɐli'dadə] coisa vulgar, sem importância

A banalidade é uma obra terrível dos nossos olhos (Pascoaes)

Um pouco de trabalho, repetido trezentas e sessenta e cinco vezes, dá trezentas e sessenta e cinco vezes um pouco de dinheiro, isto é, uma soma enorme. Ao mesmo tempo, a glória está feita.
Do mesmo modo, uma porção de pequenos gozos compõem a felicidade. Criar uma banalidade, é o génio. Devo criar uma banalidade. (Charles Baudelaire)


Este é o meu momento de agora… sugada do centro à raiz da pele, ecolália do silêncio que paira sob a calote. Banal, muda, direccionada… banal? Ou apenas isto… pouco mais que isto. Dificuldade é o que tenho em perceber quem sou, em que ponto balanço na corda que passo… introspectiva ou superficial? Empática ou distante, objectivos definidos ou amálgama de sentidos? Falo muito mas digo pouco, penso menos do que pensara antes para sentir mais do que sinto. A dúvida instalou-se e aguarda o sono para amanhecer noutro lugar. A minha vida é feita de post-it colados nas paredes no tempo, hoje, amanhã ou já passou. Não há continuidade, nem soluções, só soluções de continuidade onde tropeço e me deixo cair redundantemente. Liberdade é a morada que procuro, tenho o pensamento com algemas e as mãos enclausuradas. Onde tenho o alfabeto para recomeçar?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

lonely path



sometimes we have to decide.... sometimes we have to choose... I've chosen! Now I'm walking my path, we'll meet when I get there, much stronger......

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Decidir ? - !



dedidi porque decido, porque quero, porque não sei se sei o que quero mas no instante o que quero é querer isto!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

?????




voltaste...voltei... voltei à idade dos porquês!! Pensamento ininterruptamente crítico, questionador e questionável... porquê? Para quê? Porque sim... e Porque não? Porque o Universo está em contínua expansão acelerada e não abranda, não faz pausa... e porque quando encontrar o limite máximo de estiramento começará uma saga ao contrário, a contrair, a contracção. Tudo tem o espelho em negativo, a matéria e antimatéria que se aniquilam para emanar energia renascida... também os meus pensamentos são meus e são anti-pensamentos, um contínuo questionar que me faz sentir viva... colidem eles no momento do nirvana, quando o corpo pode enfim descansar de tanta inquietude. Pensa menos, dizem-me de vez em quando, mas são eles, esses meus e os anti, que comandam os passos da minha SOBRE-vivência. As vezes sorrio só, e sinto intensamente o que não precisa de palavras nem questões, nem respostas porque a sua existência é a solução de toda a felicidade. Nesse entretanto nada mais preciso escrever ou desenhar, não há diagramas nem silogismos. É nas fendas da solidão que espreita de novo o ponto de interrogação. Porquê? Porque o meu nome tem essa essência indissociável. Questiono porque penso, penso porque sinto, sinto porque existo, ainda…

quinta-feira, 9 de julho de 2009

ENTRE A CIÊNCIA E A ESPIRITUALIDADE



... ASSIM ME EQUILIBRO.. E DESEQUILIBRO...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Eco



- “ Sabes o que me assusta? É ouvir os segundos a correr enquanto tento dormir. Tic-Tac dizem num tom sarcástico, nem os pés nem o cérebro correm mais que eles. Sinto o tempo passar, algo que nunca sentira antes… e é estranha a perspectiva. Se descobrires um botão mágico para parar um bocadinho diz-me! Tento, mais uma vez…”

- " Se te perderes, estou cá fora..."

domingo, 5 de abril de 2009

Distância periódica



Permaneci um tempo indeterminado a olhar através do rectângulo transparente na parede, construindo uma pirâmide de peças com maior ou menor encaixe, ainda e eternamente incompleta, eu, à espera que chegasses, tu. Ontem chegaste. Hoje decapitaram-me o coração.
Queria ter a força do sol e não morrer como ele, mas a distância periódica do teu olhar estrangula-me até à asfixia das lágrimas, que tocam o solo já em estado sólido. É tão grande a saudade antes de nascer que me falta sal para chorar.
Bloco de notas, livro de receitas, guia de utilização…. Faço uma metanálise de conteúdos e construo um sistema de equações original. Quero saltar do cerco da moda, mas a cadência de eventos não me larga o tornozelo… desenho uma circunferência no chão com o diâmetro do corpo. E salto, salto sobre o raio aumentando a altitude até que as asas me cresçam e eu possa, sempre, mudar o ponto de apoio, mudar a origem, mudar o destino, chegar a ti.
Olho agora, de novo, através do rectângulo transparente na parede e introspectivamente inspecciono o cataclismo nos bastidores dos meus olhos. Olho na esperança de não te ver passar, de não te ver partir…
Fica… para sempre…